Digital Currency Group🇺🇸

O Digital Currency Group (DCG) é uma empresa de capital de risco focada no mercado de moedas digitais que já investiu em mais de 150 investimentos em mais de 30 países. O DCG também é dono da exchange Genesis Trading, o fundo Grayscale Investments, o portal de notícias CoinDesk e a maior conferência de bitcoin e blockchain do mundo, a Consensus.




📅 Lançamento: 2015

🏢 Sede: Nova York, EUA

👨‍💼 Fundador(es): Barry Silbert

💵 Capitalização:

🌐 Site: dcg.co


A Grayscale tem tomado de assalto os noticiários especializados com suas compras de Bitcoin acima da próxima emissão da moeda. Com mais de US $ 3,8 bilhões/400.000 BTC em AUM, a companhia tem comprado cerca de 1,190 BTC por dia, desde o halving. Ao mesmo tempo, a Genesis acabou de adquirir um custodiante (Vo1t) para expandir seu serviço de negociação e o CoinDesk acabou de realizar uma conferência virtual com mais de 22.000 pessoas. A companhia cresce em uma taxa impressionante até para o mercado de ativos digitais. .Mas como esse gigante começou? Quais são seus planos para dominar o mundo? Vamos descobrir!



História do Digital Currency Group ⌛


Our mission is to accelerate the development of a better financial system. We build and support bitcoin and blockchain companies by leveraging our insights, network, and access to capital. Barry Silbert.


O Digital Currency Group foi lançado em outubro 2015, após Barry Silbert vender o SecondMarket - um marketplace que fornece liquidez para instituições financeiras globais, fundos de hedge, empresas de private equity, fundos mútuos e outros investidores - à NASDAQ. Após a aquisição, o SecondMarket foi renomeado para NASDAQ Private Market.


Uma semana após a venda, Silbert anunciou o lançamento oficial e a primeira rodada de investimento do Digital Currency Group, liderada pela Bain Capital Ventures e MasterCard e seguida por outros investidores como Transamerica Ventures, FirstMark Capital e New York Life.


O DCG deu a largada com duas grandes aquisições, a Genesis Global Trading, uma empresa de negociação de OTC de Bitcoin e a Grayscale Investments, o fundo de investimento de capital aberto responsável pelo Bitcoin Trust (GBTC) e 57 empresas em seu portfólio (como BitPay, Circle, Coinbase, itBit, Ripple e Xapo). Em janeiro de 2016, a empresa adquiriu o portal de notícias CoinDesk, por US $ 500.000.


Cinco meses depois, o DCG recebeu $2 milhões de sua série B, da HCM Capital. Em abril de 2016, a companhia recebeu sua terceira rodada de investimento, liderada pela OMERS Venture em conjunto com Western Union, Prudential Financial, Jim Orlando e HCM Internacional.


Atualmente, o DCG tem uma grande participação em empresas de infraestrutura financeira (Genesis, Grayscale, Coinbase, ErisX, Kraken, Curv, Coinflex) que oferecem produtos de criptomoedas para investidores institucionais e de varejo. E assim, tem se destacado cada vez mais como um das maiores promessas do mercado de blockchain e cripto ativos.

Time & Conselheiros 🧑‍🤝‍🧑

Apesar da expressividade da empresa no mercado de ativos digitais, a DCG é dirigida por um grupo enxuto de 12 funcionários, muito notáveis. Além do super Silbert, a equipe conta com figuras como a CEO do Coinshares, Meltem Demirors e o fundador do Village Ventures, Matt Harris.


Modelo de Negócio & Portfólio do DCG 🎖️

Desde o início, Silbert deixou claro que não queria um criar um fundo, mas uma empresa de capital de risco que pudesse livremente investir e fazer aquisições de diversos projetos de blockchain e criptomoedas.


Os investimentos realizados pelo DCG podem ser divididos em duas categorias: fundo de risco e fundo de token. Os investimentos em tokens incluem: Bitcoin, Colu, Decentraland, Ethereum Classic, Filecoin, Handshake, Hedera Hashgraph, Horizen, Livepeer, Ocean Protocol, Reserve, Rootstock Infrastructure Framework, Stacks e ZCash. O fundo de risco já levantou mais de US $ 1 bilhão e investiu esse capital em mais de 150 empresas em 30 países. 


O modelo de negócio do DCG usa o capital de taxas de administração, negociação e os lucros dos projetos bem sucedidos para realizar novas aquisições e reinvestir em novas empresas, aumentando não apenas sua participação acionária, mas impulsionando o mercado como um todo. Selecionamos alguns dos projetos abaixo, mas a lista completa dos investimentos pode ser conferida no site do DCG.

Grayscale: o maior gestor de ativos digitais do mundo


📅 Lançamento: 2013

🏢 Sede: Nova York, EUA

👨‍💼 Fundador(es): Barry Silbert

💵 AUM: $3.8 B (BTC, BCH, ETH, ETC, ZEN, LTC, XLM, XRP e ZEC)

🌐 Site: grayscale.co

A Grayscale foi lançada em setembro de 2013, como The Bitcoin Investment Trust (OTCQX: GBTC ) , uma iniciativa para remover a barreira da entrada de investidores institucionais nos investimentos moedas digitais. Em 2015, ela foi adquirida pelo DCG, mas foi só em 2017 que o sucesso realmente chegou, quando a empresa conseguiu um AUM de US $ 3 bilhões, em um aumento de 20x da sua gestão. Atualmente, ela tem quase $ 4 bilhões sob custódia e detém quase 2% dos Bitcoins em circulação.


Em janeiro desse ano, a Grayscale anunciou que conseguiu o registro de empresa que se reporta à Comissão de Valores Mobiliários (SEC), através do Trust. O registro é um passo importante para expandir o acesso dos investidores aos cripto ativos. Através da FINRA, investidores qualificados agora podem negociar o Trust em exchanges como Fidelity, Charles Schwab e InteractiveBrokers.


Ela é a primeira empresa a conseguir o registro e com isso pode fornecer exposição ao Bitcoin para investidores credenciados. Com o registro, o Trust enviará relatórios trimestrais e anuais, bem como as demonstrações financeiras auditadas de 10-Q e 10-Ks junto à SEC, juntamente com os relatórios atuais no Formulário 8-K e terá que cumprir todas as obrigações do Exchange Act


O Grayscale Digital Large Cap Fund (OTCQX:GDLC), um fundo aberto gerenciado pela Grayscale que permite que os investidores obtenham exposição ao movimento de preços através de uma cesta diversificada de moedas digitais, também tem se destacado. A vantagem do produto é permitir a exposição ao mercado sem se a preocupação com a compra, armazenamento e proteção das moedas.


Durante o primeiro trimestre de 2020, a Grayscale captou US$ 503,7 milhões (quase o dobro da alta trimestral anterior de US $ 254,8 no 3T19), consolidando o seu maior aumento trimestral da história da empresa e ultrapassando pela primeira vez o limite de US$ 1 bilhão no período de 12 meses. 88% das entradas do 1T20 veio de investidores institucionais, a maioria esmagadora dos quais eram fundos de hedge focados em Multi-Strat, Macro Global, Arbitragem, Long/Short Equity, Event Driven e Crypto-focused.


A diversificação dos investidores tradicionais também chamou a atenção esse ano. Aproximadamente 38% dos investidores têm alocações em vários produtos da Grayscale, contra 29% ao final do 1T19. Esse aumento expressivo indica uma predisposição ao mercado de forma geral e aumento da confiança no setor.


1T20


A Grayscale está devorando o mercado


Desde o halving do Bitcoin, a Grayscale passou a adquirir Bitcoin em taxas três vezes maiores que a própria geração de novas moedas. Na última semana, a gestora comprou 19.879 BTC (aproximadamente US $ 184 milhões em dólares), atingindo a marca de 400.000 em Bitcoin sob custódia.



Se a empresa manter essa taxa de compra (+/- 1.190 BTC por dia), ela adquirá 3,4% da oferta total de BTC (aprox. 625.069 BTC) até janeiro do próximo ano, podendo possuir cerca de 10% da oferta de Bitcoin até 2024. Barry Silbert indicou que o fundo continuará comprando BTC agressivamente durante o 2T2020.


Para os interessados em entender mais sobre a Grayscale e seus produtos, indico a leitura do Paradigma: os 2 "Truques" Por Trás da Gestora que Tem 2% de Todos Bitcoins


Genesis Trading: negociação institucional de ativos digitais

📅 Lançamento: 2013

🏢 Sede: Nova York, EUA

👨‍💼 Fundador(es): Barry Silbert

💵 Negociação Mensal: $1 B

🌐 Site: genesistrading.com


O Genesis Global Trading é um serviço de OTC, empréstimo e custódia de criptomoedas focado em indivíduos de alto patrimônio líquido e investidores institucionais interessados em negociações de compra ou venda de criptomoedas acima de US$ 25.000. A empresa detém o BitLicense do Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York, o que a coloca em posição de destaque no mecado. A Genesis atua desde 2013 e atingiu recentemente a marca de US$ 1 bilhão em volume negociado mensalmente.

Em maio de 2020, o Genesis anunciou o início do processo de aquisição da Vo1t, uma empresa de Londres especializada custódia, stake e negociação de mais de 35 ativos digitais que tem se destacado no fornecimento de armazenamento a frio para empresas listadas na Financial Times Stock Exchange. Através dessa aquisição, a Genesis aprimora seus serviços e deixa de precisar do serviço de custódia da Coinbase.


Ainda em maio, a Genesis lançou sua mesa de negociação de derivativos , dirigida pelo ex-funcionário da Galaxy Digital e Circle, Joshua Lim. A empresa pretende atuar como provedor de liquidez dentro da Deribit e da CME, promovendo acesso aos comerciantes que não têm tamanho suficiente em suas carteiras.


No final deste ano, a Genesis pretende lançar um produto especial para family offices que desejam investir em fundos de hedge de criptomoedas, com estratégias, estrutura de taxas e exposição de ativos personalizadas à esses fundos.



CoinDesk


📅 Lançamento: 2013

🏢 Sede: Nova York, EUA

👨‍💼 Fundador(es): Shakil Khan

💵 Receita Mensal: US $ 15 milhões a US $ 25 milhões.

🖱️ Visitas Mensais: 4 milhões

🌐 Site: coindesk.com


O CoinDesk é um site de notícias especializado em bitcoin e moedas digitais, fundado em 2013 por Shakil Khan e adquirido em 2016 pelo Digital Currency Group por cerca de US$ 500.000. Em setembro de 2013, Jon Matonis, ex-diretor executivo da Bitcoin Foundation, ingressou na CoinDesk como editor colaborador e no mesmo mês o site lançou o CoinDesk Bitcoin Price Index (CoinDesk BPI).


Em fevereiro de 2014, a CoinDesk lançou seu primeiro relatório, o 'State of Bitcoin', que passou a ser distribuído trimestralmente. Atualmente, a empresa também gerencia dois podcasts, um braço de pesquisa, alguns produtos de dados e o Consensus, um evento anual (responsável por 80% de sua receita) de especialistas e entusiastas do cripto mercado. E no início de 2017, a empresa adquiriu o Lawnmower, uma plataforma de dados e pesquisa de blockchain


A aquisição pelo DCG gerou desde o início controvérsia devido a possível perda de liberdade editorial do portal. Mas nos últimos meses, a mudança do portal para o mesmo espaço fisico das outras subsidiárias do DCG colocou mais lenha na fogueira. Em email, Barry Silbert escreveu:


''Caro time da CoinDesk,


Sou fã do CoinDesk desde o início.

Quando o fundador da CoinDesk, Shakil Khan, me abordou em 2013 sobre o investimento em uma nova empresa de mídia focada em bitcoin e sua comunidade emergente, aproveitei a oportunidade. A maioria das pessoas acredita que as empresas de mídia são investimentos terríveis - mas eu acreditava que uma publicação forte e independente era essencial para o desenvolvimento desse setor.


Em 2016, ficou claro que o CoinDesk estava com sérios problemas financeiros e à beira da extinção. Enquanto pensava em um investimento, fui novamente avisado de que adquirir uma empresa de mídia seria uma má decisão financeira. E, afinal, o que eu sabia sobre a construção de um negócio de mídia? Eu ignorei os pessimistas porque acreditava no CoinDesk e em sua voz essencial no setor.


Não trabalho com notícias, mas sei que uma empresa de mídia só é valiosa se você tiver grandes jornalistas produzindo conteúdo fantástico. Eu sabia que precisava escolher líderes fortes e permitir que eles construíssem uma equipe fantástica com um compromisso constante de cobrir a indústria com honestidade, integridade e independência. Basicamente, é a mesma regra que sigo com nossos outros negócios - contrate pessoas inteligentes e deixe que elas façam o que querem.


Hoje, a CoinDesk cresceu de uma pequena equipe que apenas agregou notícias a uma organização global que produz o melhor jornalismo blockchain original do mundo. Kevin informou nesta manhã que o CoinDesk se mudará para um novo escritório em 2020. Sim, o escritório está localizado no 2º andar do XXXXXX, e sim, é o mesmo prédio em que o DCG, Grayscale e Genesis residem no 5º andar. Isso criou preocupação e ansiedade entre alguns de vocês, com a crença de que a dinâmica entre o DCG e o CoinDesk mudou de alguma forma.


Estamos comprometidos em investir recursos significativos no CoinDesk, para que possamos reter nosso talento, contratar novas vozes, criar ótimos novos produtos, continuar a hospedar conferências de ponta e continuar a produzir o melhor jornalismo do setor. Mas não deve haver dúvida na mente de ninguém sobre a nossa visão de apoiar uma redação influente e verdadeiramente independente: estamos 100% comprometidos em preservar essa independência.


Eu nunca direi o que escrever, quem cobrir ou como escrever. Nem meu time. Não pediremos que você "relaxe" com as empresas do nosso portfólio ou que mencione o DCG e suas subsidiárias. E eu nunca vou pedir para você ir com calma comigo. Pelo contrário, reconhecemos que o CoinDesk só tem valor se continuar sendo uma voz editorial verdadeiramente independente.


Então, por que mover o CoinDesk para XXXXXXX? Vários motivos:

Construiremos um escritório de última geração. Depois de concluído, o CoinDesk terá um estúdio de transmissão, recursos de podcast e um espaço de trabalho moderno, onde acreditamos que todos irão se destacar e prosperar como jornalistas e profissionais.


Estamos investindo recursos para garantir que todos os funcionários se sintam seguros no local de trabalho, com medidas aprimoradas de segurança projetadas para proteger a equipe. A equipe do DCG se reunirá regularmente com a equipe de negócios da CoinDesk - produtos, dados, vendas, marketing, vídeo e a equipe de liderança - sobre questões relacionadas aos negócios. Basicamente, as únicas equipes com as quais não vamos nos encontrar são a equipe editorial e os profissionais de conteúdo que constroem as agendas do evento (que considero criar jornalismo ao vivo, separado das considerações de negócios).


À medida que continuamos a evolução de tornar o CoinDesk a publicação essencial para investidores globais, vários aspectos dos negócios se cruzam com o DCG. Se decidirmos fazer aquisições que reforcem os recursos de dados, conteúdo, vídeo ou podcast do CoinDesk, o DCG fará a diligência e fará a aquisição.


Tudo isso pode ser feito com os controles e salvaguardas corretos para preservar a independência editorial.

Existem vários exemplos de empresas-mãe ou do lado comercial das empresas de mídia que residem no mesmo edifício da equipe editorial e navegam com sucesso pelos problemas que lhe dizem respeito. Eu acredito absolutamente que ter o CoinDesk no mesmo prédio é uma etapa crítica para o crescimento sustentado do DCG e do CoinDesk.


Esta é uma oportunidade fantástica para jornalistas ambiciosos, mas cada um de vocês terá que tomar uma decisão pessoal sobre a participação nas emocionantes oportunidades no caminho a seguir. Não posso controlar as teorias e percepções da conspiração no Twitter, ou o que as fontes dirão, e você também não. As teorias da conspiração persistirão enquanto o DCG possuir o CoinDesk e isso definitivamente não mudará tão cedo. (E confie em mim, eu sei tudo sobre ataques irracionais e irracionais do Twitter.)


Em um momento em que as organizações de notícias estão tendo problemas, estamos investindo dezenas de milhões de dólares para construir uma empresa de mídia ainda melhor. Queremos competir na próxima década contra as principais publicações financeiras do mundo; esqueça as publicações de criptografia, estamos focados nos maiores peixes da mídia financeira. Posso garantir-lhe que estamos totalmente comprometidos em construir uma empresa de mídia excepcional a longo prazo. Nossos jornalistas são uma das principais razões pelas quais chegamos até onde chegamos, e precisaremos que você leve essa empresa ao próximo nível. Vai ser um passeio divertido.''

''Todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis".
George Box