Manifesto: um yantra para viver o Libertarianismo (parte I)


Inspirações, Conspirações e Estratégias para viver a liberdade pessoal

e econômica através da ausência de governos.



Aqui não há direitos autorais. Esse manifesto pode e deve ser reproduzido e distribuído total

ou parcialmente, preservando seu conteúdo e o nome do autor.




Primeiro, os agradecimentos:


Para Hakim Bey, P.M, Ayn Rand, Samuel Edward Konkin, Nassim Taleb, Tim May, Wei Dai, Satoshi Nakamoto, Emma Goldman, Smuggler & Frank Braun pelas inspirações teóricas. Para De Felippes, Paiva, Romano, Gus e aos residentes da Birosca, eu agradeço pelo tempo, ideias e experiências.


Para @TebaldiReal, @Schwurbewahrer e @Pfonda, agradeço pela revisão.



Por que eu escrevi esse manifesto


''Das pequenas coisas, porque não há nada maior.'' Vanilla Sky


Cada criança reage ao seu meio de maneira específica. Algumas se tornaram rebeldes em seus estágios iniciais. Eu sou uma dessas. As pessoas às vezes me perguntaram ''por que você é tão Anarquista?''. Como se existisse meia liberdade ou meia verdade. Eu sou anarquista porque nasci selvagem e incapaz de alcançar paz em relações e instituições hierárquicas. Desde minhas primeiras memórias, sou uma anarquista ontológica [1]. Mas, é necessário mais do que experiências pessoais para alcançar um sistema filosófico íntegro e libertário. É a qualidade da resposta ao sentimento de incapacidade que cria coerência que um sistema precisa.


Esse manifesto tem a intenção de ser útil a todos os tipos de libertários: anarquistas, punks, cypherpunks, esquerdistas & liberais, agoristas, brutalistas individualistas, espíritos livres e pragmáticos safados. O manifesto é um ato de epistemologia, nascido do meu desejo de compartilhar e codificar minhas referências teóricas e minhas práticas libertárias, criando ''estruturas'' capazes de me guiar na busca de uma relações livres e não coercitivas.


Ao compartilhar essa reflexão, espero julgamentos severos dos meus potenciais aliados. Inconsistências, contradições e pensamentos coercitivos não devem ser permitidos. Eles funcionam como rachaduras em um edifício em construção. O manifesto tem como único objetivo de potencializar a liberdade e não dizer como a liberdade deve ser vivida.


Anarquia é sobre pessoas livres nas sociedades que elas escolherem, sem serem coagidas ou coagindo. A anarquia não define como as pessoas devem viver - guardando (anarco-capitalista) ou compartilhando propriedades (anarco-comunista), ela apenas estabelece as bases para que as pessoas vivam como escolherem.


Sei que, ao tornar isso explícito, perderei muitos leitores. Libertários por vezes são muito esquerdistas ou direitistas. Claro que polêmicas & diferenças são bem vindas, mas eu realmente não tenho interesse nos incapazes de entender quão vasta pode ser a expressão da liberdade. Se você não entende isso, esse manifesto não é para você.


Aos libertários de todas as vertentes -ou de vertente nenhuma- que entendem isso, eu os convido a compartilhar (ou trocar) estratégias e reflexões sobre como praticar a anarquia aqui & agora.




Índice


Yantra: da raiz etimológica yam "suporte" e do sufixo tra, expressando '''instrumento''.


Yantras são instrumentos visuais-religiosos que induzem revelações através de níveis elevados de consciência & concentração, ele é uma ferramenta para reflexões complexas.


Naturalmente, há àqueles que se opõem ao uso das ideias fora de contexto, mas as ideias devem ser livres para seguirem seus próprios caminhos e histórias. O yantra aqui é um recurso cognitivo e experimental, cuja função é ajudar na criação de um sistema inerentemente antiautoritário, tão radical que talvez tenda à anarquia espiritual - não religiosa- & ontológica. Os cinco elementos que formam o yantra representarão os subcapítulos do manifesto.



Parte I: Anarquismo (onde você está)

Bindu (बिंदु): é o círculo no centro do yantra, que representa a divindade principal de um yantra. Aqui, o bindu é a liberdade. Nessa sessão, defino o que é o Anarquismo e suas hipóteses.


Trishula (त्रिशूल): uma tríade de significado polivalente (ex: criar, manter e destruir). Nessa subparte, exploro as três estratégias libertárias que encontrei: reformismo, oposicionismo e paralelismo.


Parte II: Estado e Desestatização

Chakra (चक्र): representa estruturas internas. Aqui, o Estado é o que aprisiona bindu. Nessa sub, exploro em que consiste o poder do Estado e como ele mantém sua coerção.


Padma (पद्म): lótus representa a transcendência rumo ao infinito. Analiso algumas das inúmeras formas através das quais o Estado pode penetrar em nossa vida, transcendendo os meios violentos, e como podemos nos desestatizar.

Parte III: Vivendo a Liberdade

Bhupura (भूपुरा): quadrado externo que representa as quatro direções cardeais com portais sagrados. Nossos portais são as zonas paralelas. Em bhupura, exploro Agorismo, Sobrevivencialismo, Cypherpunks, e as inspirações para vivermos a liberdade em Zonas Autônomas.









PARTE I

Anarquismo

अराजकतावाद

Анархізм

无政府主义










I

Bindu (बिंदु): A Liberdade



O anarquismo é entendido como ''irrealidade'', ''utopia'', uma ilusão depravada que causa problemas e que deve ser evitada. Anarquistas são niilistas malucos que querem explodir todas as formas de ordens e organizações. Esse é o rótulo de qualquer sistema que quer se livrar de regimes coercitivos.


Mas anarquia não é nada mais do que indivíduos se relacionando por livre e espontânea vontade, de acordo com suas preferências e apenas se e quando seus interesses coincidem. Sem restrições externas - de governos ou quaisquer agentes coercitivos - capazes de fazer com que eu ceda ao meu desejo por medo. A liberdade é um desejo universal que não pode ser removido.


Tudo está aberto à discordância, mas nunca podemos obrigar outra pessoa a agir contra o seu discernimento através da violência. A moralidade e a razão terminam onde a violência começa. E a liberdade é impossível sem moralidade. Os anarquistas podem usar toda sua criatividade para associar-se, organizarem-se e convencerem outras pessoas, mas não existe cooperação onde há uma arma apontada.


O poder coercitivo é a negação da reciprocidade, da organização e da associação voluntária. A sociedade pode ser organizada sem divisão em ''governantes e governados ''. Em vez de dizer: submeta-se, venere instituições, dêem sua vida e morte por essas abstrações, um libertário diz: o fim do homem é ele mesmo, pense por si mesmo e viva plenamente seu desejo.




अराजकतावाद की परिकल्पना

As Hipóteses do Anarquismo


Thomas Hobbes, o pai do Leviatã, vê a natureza humana como agressiva, em eterna ''guerra de todos contra todos''. A premissa do Leviatã é que a associação voluntária entre apetites individuais só pode resultar em guerra & miséria. Para a conservação da vida, é necessário que o Estado controle essas paixões naturais. É necessário um pacto em que todos os homens "dão toda a sua vontade e poder a um homem, ou a uma assembléia de homens que pode reduzir suas várias vontades, por uma pluralidade de votos, a uma só vontade". Essa premissa cria um mundo em que a organização através de um Estado seja a única forma de garantir que eu não mate meu vizinho.


Diferente de Hobbes, os anarquistas não veem a 'natureza' humana como inerentemente má - ou boa. A primeira hipótese anarquista é que o ser humano tem um bom senso razoável o suficiente para garantir a associação livre com outras pessoas, sem que uma abstração garanta que há paz dessa relação.


A segunda hipótese é que tanto aqueles que exercem poder coercitivo quanto aqueles que são submetidos à coerção são corrompidos. As pessoas são razoáveis ​​- NÃO anjos-, então, quase invariavelmente irão abusar de seu poder sobre os outros. E aqueles que passam a vida procurando pelo poder tendem a ser os últimos que deveriam detê-lo. E, se as pessoas se acostumam a ser tratadas como animais malucos, provavelmente se tornarão irracionais e violentas - e isso facilita a aceitação das premissas de que Estado é necessário para 'regular' a agressividade dos humanos. Cada situação tem o potencial de induzir algum comportamento.


Essa hipótese comumente gera mal-entendidos. Poder é a capacidade/probabilidade de fazer com que os outros façam o que você deseja. Seduções sexuais, histórias incríveis, presentes raros, lógicas irrefutáveis, boas narrativas ou armas e violência. O poder pode assumir várias formas e é intrínseco às sociedades. Todas as sociedades têm sistemas políticos, mas nem todas têm Estados. O sistema político hierárquico e violento é um tipo de organização, não a única possível.


As leis são infinitamente menos eficazes para evitar a violência do que a estabilidade econômica. Elas são criadas para reprimir criminosos e não evitá-los. Então fique calmo, mais cedo ou mais tarde, a descoberta do seu eu irá transformá-lo em um traidor. A lei espera que você tropece. A sobrevivência dos Estados depende da submissão e do erro, afinal, é impossível governar homens honestos.


Se os estados não têm como punir os desviantes dos crimes sem vítimas, eles criam leis impossíveis de serem seguidas ou interpretadas objetivamente. Então o cerco está criado: consciências partilhadas & desintegradas que pagam pela liberdade na forma de imposto para não serem colocadas na cadeia. A lei nunca foi e será capaz de criar a justiça. Apenas uma ação consciente de acordo com a natureza espontânea de que cada indivíduo pode. Não coerção, vergonha ou abdicação. Mas uma moralidade íntegra.


Com essas duas premissas em mente, como os anarquistas buscam alcançar a liberdade?





II

Trishula (त्रिशूल): As três vias libertárias

''You are waiting for the revolution? My own began a long time ago! When you will be ready?

(God, what an endless wait!) I won’t mind going along with you for a while. But when you’ll stop,

I shall continue on my insane and triumphal way.'' Hakim Bey.







सुधारवादी या ओसेमोरिस्ट्स: पलटवार पर विधर्मी

Reformistas ou Oximoristas: os hereges em contra-ataque


''If voting changed anything, they’d make it illegal.'' - Emma Goldman.

"Dois erros não fazem um acerto." - provérbio


Reformistas podem ser dois tipos de ''libertários'': àqueles que buscam maneiras de consertar o Estado e os processos de governança e àqueles que ao menor sinal de perigo ou perturbação correm para o abraço do Estado e querem chamar a polícia.


O primeiro é o libertário reformista, representado por candidato-político libertário, gradualistas, demarquistas, minarquistas e ''aqueles que votam no menos pior''. No Brasil, esse tipo pode ser visto no partido Novo (vote 30, querido escravo). Neste grupo, os esforços focam-se em redesenhar como as decisões são tomadas e resolver as lutas dos conflitos das maioria-minoria nas democracias.


O segundo tipo é mais parecido com a criança que, quando a brincadeira não é como ela quer, ela chora para mãe. É o libertário que, quando tem um vizinho barulhento, liga para a polícia ou para o síndico ou aqueles que querem política institucional para resolver os problemas de segurança.


Ambos acreditaram que o governo pode ser útil. Eles sonham que o Estado pode alcançar imunidade da corrupção do partido político, as vantagens do poder, as influências das elites minoritárias, os favores políticos, manipulação psicopática de massas e questões de financiamento de campanha. O objetivo do oximorista é criar um sistema onde as pessoas "realmente possam mudar as coisas".


No cripto-espaço, temos o Randomized Hierarchical Representative Government (RHRGH) como um exemplo de uma estratégia reformista complexa. Neste modelo, pequenos grupos são formados para escolher os representantes, substituindo o protocolo de comunicação O (Nˆ2) por um protocolo de complexidade O (log (N)). Este sistema mantém as estruturas de poder hierárquico (Congresso Estadual, Congresso Federal do Governador e presidente), mas todos os níveis são randomizados por pequenos grupos de forma "auto-organizada".


O RHRGH tem como objetivo mudar o processo de como damos poder àquele que fará escolhas por nós. Essa abordagem busca atacar a falácia da democracia direta e sugere um novo tipo de votação para garantir representações políticas menos corruptas.


Mas, e se eu não quero representar ninguém e não quero ninguém me representando? Não importa quão grande, pequena, inteligente ou estranha seja a soma do conhecimento da maioria, somente a soma do conhecimento de cada indivíduo é capaz de dizer qual é a decisão certa. Só minha própria mente, por meio de um complexo processo de coragem, julgamento, discernimento, é capaz de agir como juiz e decidir o que deve ser feito na minha vida.


Abster-se de escolher é abster-se de liberdade. Se a elegibilidade não estiver corrompida, mas o eleito puder tomar decisões imorais porque representa a maioria, o problema permanece. É a possibilidade de impor a imoralidade da maioria que devemos evitar, exterminando a supermaioria como entidade.


Os reformistas estão no contra-ataque, pontuando para o time dos hierofantes e trabalhando para criar prisões ainda mais eficientes. O Estado sempre usará todos os instrumentos para aumentar seu poder e estabilizar a atividade econômica, política, social e intelectual monopolizada.


Não há como melhorar o sistema substituindo um partido por outro, uma autocracia por outra. Os reformistas no máximo destroem sonhos e aumentam a apatia generalizada pela política. No final do pôr do sol, todas as reformas podem ser retiradas pelo Estado.


Candidatar-se a “melhorar o estado” ou qualquer ação que busque a liberdade por meio da coerção é um oxímoro, uma heresia que ofende a consistência. Não existe meia liberdade. Não há como alcançar a liberdade nas mãos dos mestres. A forma do próprio estado, sempre significa ditadura; é só uma questão de quão democraticamente está organizada sua legitimação!





विरोधी या कामिकेज़

Opositores ou kamikazes


“I can't believe I'm still protesting this shit”. Frase lida em um protesto.


Os opositores são representados pelos anarquistas-kamikazes que arriscam suas vidas para evitar que as coisas tomem certas direções e para alcançar a Revolução. Normalmente, encontramos esta espécie ocupando grandes avenidas, marchando contra agentes do Estado. Com um desejo quase masoquista de jogar Policia & Vítima e enfrentar pessoas hiper-armadas, eles aceitam se sacrificar pela sociedade. O objetivo dos opositores é explodir o Estado e encontrar a liberdade com fogo, se necessário.


A ideia de uma colisão violenta com um Estado resultará simplesmente em martírio, e eu nunca conheci organizações anarquistas com infra-estruturas propícias para um empreendimento tão vasto. Kamikazes são alvos destinados à morte. Além disso, resistência, afronta e rebelião pública funcionam como uma vitrine para exposição do poder do estado.


Mesmo que kamikazes estejam dispostos a morrer pelas causas, a luta contra o Estado exige um termo igualitário para as forças político-militares, o que só é possível se o movimento revolucionário estiver organizado nos mesmos termos de um Estado. A luta proletária, por exemplo, requer destruição e integridade do estado, para seu sucesso. Para aproveitar esse poder organizado, depois da Revolução, são necessários burocratas técnicos especializados. E aqui, voltamos ao início. A revolução é uma controvérsia e a controvérsia não pode sobreviver. A revolução sempre matará a revolução porque assim que a ''Revolução'' triunfar, o Estado volta, e os ideais já estarão traídos.


Libertários que precisam que “todos os seres humanos sejam livres”, para se libertarem, abdicarem de sua própria humanidade e se definirem como fracassados ​​eternos. Toda Revolução está fadada ao fracasso porque impor uma forma de liberdade através da Revolução é um ato de traição à liberdade. A liberdade só pode ser encontrada através de meios idênticos aos seus objetivos. A Revolução repete a retórica do opressor. Os fins não justificam os meios.


Aos Reformistas e Oposicionistas, devo dizer, eu concordo com as críticas e simpatizo com os corajosos desertores - um caso de amor não recíproco, é claro - ambos estão vivendo um amor monogâmico-cego, obsessivos pelo Estado. Mas é preciso entender que as coisas crescem mais com os esforços de tentar prejudicá-las do que com os esforços de promovê-las. Escândalos políticos, imoralidades de celebridades e a cultura do cancelamento aumentam a popularidade de pessoas e coisas, não as destroem. Enquanto o foco estiver no Estado, seu poder aumentará.


Mas e então? Presos no legado de trágicos fracassos do passado, um masoquismo revolucionário e uma predileção romântica por causas perdidas de futuros impossíveis, estamos condenados à nostalgia de nunca viver em liberdade? Morrer de tédio com o fim do mundo que nunca chega? Não! Não somos agora e nunca fomos escravos do passado ou reféns do futuro. Precisamos limpar nossas mentes e ver a imagem completa do presente. Mude a perspectiva. Faça a pergunta certa. “Qual é o seu verdadeiro desejo?”. Sonhe & Imagine. ''O que você faria após a revolução impossível?''. Acorde. Agora, por que você não está fazendo isso?


Bem-vindo ao paroxismo do Paralelismo.



समानता या उग्रवाद

Paralelismo ou Agorismo

'''No Louis, L’etat, c’est moi''.

''Unlike the communities traditionally associated with the word "anarchy",

in a crypto-anarchy the government is not temporarily destroyed but

permanently forbidden and permanently unnecessary''.- Wei Dai



Os paralelos representam aqueles que não se submetem a força dos outros e não aceitam juntar-se com quem usa a força contra outros. Os paralelos não estão interessados em ameaças, revoluções e muito menos em continuar a construir suas próprias cadeias. Paralelos só pensam em suas felicidades e escolhem, muitas vezes, privar o mundo de sua existência como escravo para viver sua liberdade como e com quem compartilha o mesmo desejo.


A alternativa paralela não confronta, provoca, sugere mudanças ou tenta destruir a estrutura de poder do Estado- o Governo é apenas o objeto de atenção para se defender dele. A tarefa constante dos paralelos é manter sua invisibilidade e construir alternativas anti-hierárquicas paralelas ao Estado. Vivendo a liberdade, mesmo sem que as revoluções tenham ocorrido.


Os paralelos incluem cypherpunks, agoristas, sonegadores de impostos, Mônadas & Nômades, negociantes de mercados cinzas, especialistas em crimes sem vítimas, residentes de Zonas Autônomas Temporárias e todos aqueles que escolhem viver sua liberdade agora. Os paralelos são rendis engajados em uma criação complexa e contínua de uma vida organizada em torno da liberdade. Eles são residentes do mundo pós-Revolução, possuidores de sua própria liberdade.


O paralelismo é a única estratégia capaz de ter êxito na busca na vida em liberdade, sem que essa busca signifique sacrificar-se, violentar-se ou ferir outras pessoas. Os paralelos são aqueles que se recusam a lidar com o mundo em padrões que não foram escolhidos através de suas próprias liberdades e da moralidades.


Mas, substituir a bagagem ultrapassada do Estado exige novas táticas criativas e experiências práticas na desestatização da própria imaginação. Precisamos do Caos -um surgimento orgânico espontâneo e depois, Eros - uma estrutura, um sistema, um código não contaminados pela escravidão. Toda anestesia cotidiana, merdas cerebrais, medo subreptiliano de regimes totalitários, censura banal e dor inútil, vergonha e sacrifícios pelo ''todo'' precisam ser abandonados. Os avatares do libertarianismo, nascidos da clareza, precisam definir sua própria percepção.


Descobrir o paralelismo foi um momento súbito e entorpecido, de uma embriaguez que só consigo desfrutar quando estou completa em mim mesmo. Mas, para modificarmos nossas relações, criando um sistema em que o poder coercitivo seja infértil, é preciso nos limparmos.


Na próxima seção do manifesto (PARTE II), antes que possamos chegar ao Bhupura, precisamos entender o que é, como é expresso, como Estados mantém seu poder e sobre quais coisas precisamos olhar para nos desestabilizar e não destruir o Bhupura - mesmo que temporário-, assim que chegarmos lá.


Até breve!


''Todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis".
George Box
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