O que é Bitcoin e como Funciona essa Moeda Digital?

O Bitcoin é um sistema de pagamento eletrônico peer-to-peer que utiliza o blockchain, poder computacional distribuído e a criptografia para realizar transações seguras sem intermediários e autoridades centralizadoras.



Índice 🔍

  • O que é Bitcoin

  • Bitcoin para iniciantes

  • Bitcoin: como funciona

  • Como surgiu o Bitcoin

  • Como funciona o mercado de Bitcoins

  • Bitcoin é seguro? 

  • Como comprar Bitcoin

  • Como saber o valor do Bitcoin

  • Como investir em Bitcoin

  • Como minerar Bitcoins

  • Como usar e gastar Bitcoins


O que é Bitcoin?


O Bitcoin, na verdade, é um conjunto de tecnologias composto por uma rede peer-to-peer descentralizada, um registro contábil e distribuído das transações (o famoso blockchain), uma moeda descentralizada (BTC) e um sistema distribuído de verificação das transações. Juntos, eles formam um sistema de pagamento eletrônico sem intermediários.


A arquitetura do sistema Bitcoin permite que usuários comprem e vendam mercadorias, paguem por serviços ou troquem sua cryptocurrency usando apenas um aplicativo, chamado de carteira. Porém, diferente das moedas tradicionais, as cryptocurrency não existe fisicamente: é apenas uma informação na rede e não é controlada por nenhuma autoridade central.


De maneira resumida, a criptografia garante que apenas os usuários que detêm a chave privada possam mover os fundos com sua assinatura digital. Os mineradores garantem que as transações realizadas por esses usuários sejam válidas e que nenhum fundo tenha sido gasto mais de uma vez. E o blockchain garante que o registro da posse dos fundos e das transações seja transparente e inalterável.


O conjunto dessas tecnologias torna seguras, imutáveis e altamente eficazes as transações realizadas na internet. Usando apenas um smartphone, qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode realizar uma transação sem chance de censura, bloqueios ou qualquer burocracia. 


A bitcoin em 2018 sofreu grandes oscilações e uma queda acentuada, mas continua sendo um ativo valorizado. Cada unidade custa em média, no momento de escrita desse post, 24 mil reais. 


Bitcoin para iniciantes 🐣


A rápida valorização das criptomoedas atraiu o interesse de muitas pessoas que buscam lucrar com Bitcoin. Muitas dessas pessoas não têm conhecimentos prévios sobre tecnologia ou finanças, o que torna o assunto complicado à primeira vista para muito dos interessados. 


Se você é iniciante e deseja conhecê-lo melhor, esse artigo será excelente para você. Que tal começarmos desmentindo alguns mitos sobre Bitcoin e as criptomoedas? 


O protocolo Bitcoin utiliza uma rede ponto-a-ponto para realizar transferências de valor. Todas as transações são carimbadas com a data e hora em que ocorreram e organizadas cronologicamente em uma cadeia de blocos, conhecida como blockchain. O encadeamento das transações torna impossível modificá-las. 


O processo é simples. Se Maria deseja transferir x Bitcoins para João, ela precisa baixar uma carteira, que é um programa ou aplicativo que roda em seu celular ou computador. Maria vai receber um conjunto de chaves públicas e chaves privadas. Juntas, elas formam a assinatura digital de Maria.


A chave privada é representada por 34 letras e números aleatórios, algo como: A7GJhxj9HKI.. ou 12 palavras aleatórios. E a chave pública se parece com: 1Cdid9KFAaatwczBwBttQcwXYCpvK8h7FK (começando com 1 ou 3).


Para saber como criar uma carteira, assista ao vídeo abaixo:




A chave pública é como o seu número de conta do banco e serve para te identificar. A diferença é que no Bitcoin esse número não está  vinculado à pessoa, mas à chave privada, dando privacidade ao usuário. E a chave privada é como a senha usada para mover os fundos da conta. 


Quando Maria envia x Bitcoins para João, a rede Bitcoin recebe a seguinte mensagem: o endereço a (1Cdid9…) deseja transferir x unidades de Bitcoin para o endereço b  (3Kjdof..). A transação então é emitida para os nós – usuários que rodam uma cópia do blockchain em seus computadores –, que precisam esperar os mineradores resolverem um problema matemático complexo.


Assim que o problema for resolvido, as transações válidas serão incluídas em um novo bloco que vai conter todas as últimas transações verificadas. Após essa verificação, todos os nós receberam a informação que o endereço a (1Cdid9..) tem -x Bitcoin e o endereço b (3Kjdof..) tem +x Bitcoins. 


Como já foi citado, para verificar a transação, os mineradores competem para resolver um problema matemático e dar origem a um novo bloco, que terá sua própria identidade (o hash). Esse problema é conhecido como "proof of work" (ou prova de trabalho). A dificuldade do problema é ajustável para que, a cada 10 minutos, um minerador possa encontrar a resposta, receber como recompensa Bitcoins recém-criados e incluir o novo bloco no blockchain.


Em resumo, o Bitcoin é um sistema em que usuários usam seu par de chaves para propagar transações pela rede que serão então validadas por computadores distribuídos pelo mundo todo e registrados pública e imutavelmente no blockchain. 


Como surgiu o Bitcoin 🔧


O surgimento do Bitcoin está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento da criptografia. Em 1980, cientistas da computação começaram a buscar na criptografia a solução para o problema da transação de dinheiro pela internet, que seria construir moedas digitais seguras.


A ideia do sistema foi lançado em outubro de 2008 em uma lista de e-mails sobre criptografia (metzdowd) por Satoshi Nakamoto. Trata-se de um pseudônimo, já que a identidade do criador (ou criadora ou criadores) continua sendo um grande mistério. Neste e-mail, Nakamoto diz estar trabalhando em um novo sistema de pagamento eletrônico, totalmente peer-to-peer e sem nenhum intermediário de confiança.


Esse novo sistema propõe: uma rede ponto a ponto que combateria o problema do gasto duplo; o uso do algoritmo proof-of-work para validar transações; a superação da necessidade de intermediários para dar confiabilidade às transações; e a possibilidade de ocultar a identidade dos usuários. 


E, apesar de ser a criptomoeda mais popular, a Bitcoin não é a primeira a ser criada. Nem a última. Atualmente criptomoedas como Ethereum, Ripple, Litecoin e Stellar detém uma parte significativa do mercado capital. 


O método computacional utilizado para garantir a segurança da rede e veracidade das transações (Proof-of-Work) no Bitcoin já existia em 1998 e foi usado antes pela criptomoeda Hashcash. Outra criptomoeda, a  B-Money, já havia sido proposta pelo cyberpunk Wei Dai e é inclusive é citada no próprio white paper do Bitcoin. 


A bitcoin em 2018 é a moeda com maior mercado capital de todo ecossistema. Com cerca de 112 bilhões de doláres, ela detém praticamente metade do valor de todo ecossistema de criptomoedas junto, que soma em 269 bilhões de dólares em junho de 2018.


Apesar da popularidade das criptomoedas ter se iniciado apenas com o Bitcoin, as tecnologias utilizadas já estavam sendo desenvolvidas há muito tempo por outras pessoas. Para conhecer um pouco mais sobre as criptomoedas que precederam o Bitcoin e prepararam o terreno para seu surgimento, .


Como funciona o mercado de Bitcoins

O mercado de Bitcoin é formado por investidores, desenvolvedores, mineradores, empresas, reguladores e pela mídia. 


Investidores são quaisquer usuários interessados em comprar criptomoedas e utilizá-las como investimento a curto, médio ou longo prazo, como meio de troca ou como transferência internacional de valores, para citar apenas alguns exemplos. 


Os desenvolvedores são as pessoas responsáveis por escrever, revisar e atualizar os códigos que servem como base para o desenvolvimento das criptomoedas. Eles são um elemento extremamente importante no mercado, já que as atualizações são em grande parte responsáveis pelo sucesso e viabilidade de um projeto de criptomoedas. 


Os mineradores são as pessoas responsáveis por manter a rede funcionando, autenticando as transações e criando moedas novinhas em folha. Sem eles, o Bitcoin não existe. 


As empresas são um elemento importante para solidificação e massificação do ecossistema das criptomoedas. Elas podem ser corretoras, desenvolvedoras de aplicações para uso cotidiano ou empreendimentos que utilizam o blockchain para solução de algum problema em seus modelos de negócios. 


Por último temos os reguladores e as mídias. A forma como eles enxergam e lidam com o Bitcoin define a velocidade da evolução e da adoção da tecnologia. Juntos, todos esses agentes formam o mercado do Bitcoin, permitindo que cada vez mais usuários entrem no mercado. 


O Bitcoin é pirâmide? 💸


É comum ouvirmos de grandes investidores do mercado tradicional e de governadores que o Bitcoin é um esquema tipo pirâmide. As pirâmides ou esquemas ponzi são estratégias que prometem grandes rendimentos aos investidores, normalmente à custas do dinheiro dos usuários que ainda vão chegar.


O Bitcoin é apenas uma tecnologia, uma forma de se transacionar valor pela internet, o que torna impossível encaixá-lo nesse tipo de esquema. O criador do sistema nunca prometeu nenhum rendimento ou lucro, no entanto, uma série de pirâmides surgem cotidianamente usando o nome do Bitcoin para enganar e roubar usuários desatentos. 


Nesse vídeo, Fernando Ulrich, um importante economista brasileiro, fala um pouco sobre a questão e porque achar que o Bitcoin é pirâmide é errado. Assista e saiba como identificar uma pirâmide e se proteger:




Bitcoin é seguro? 🔒


O mercado de Bitcoin é cercado por notícias sobre fraude, ataques e roubos. Por isso, os investidores devem aprender como investir com segurança, antes de começar o investimento na prática. 


O Bitcoin é um dos ativos mais seguros do mundo, mas nem todos os serviços usados para gerar, armazenar e movimentar os fundos são seguros. Em outras palavras, o blockchain e o Bitcoin nunca foram violados e todos os problemas ocorridos até agora são resultado do mal uso da tecnologia e não da tecnologia em si. 


Existem dois tipos de problemas de segurança no Bitcoin: riscos de sistema e riscos de usabilidade. Os riscos de sistema são aqueles que concernem a arquitetura da rede. Os riscos de usabilidade referem-se a como os usuários manejam a tecnologia. 


O principal risco de sistema chama ataque 51%. O ataque 51% ocorre quando um minerador detém mais de 50% do poder computacional da rede Bitcoin, podendo realizar o gasto duplo de seus fundos. O aumento da rede Bitcoin torna cada dia mais difícil realizar um ataque 50%. 


A rede Bitcoin conta com uma força computacional de 2.000 PH/s. Esse hashrate é milhares de vezes superior ao dos 200 supercomputadores do planeta somados. Para superar esse poder computacional, o agente mal intencionado precisaria gastar ao menos 106 bilhões de dólares para reverter uma transação (e uma enorme quantidade de energia elétrica), tornando o ataque praticamente impossível. 


Por outro lado, os riscos e as fraudes de usabilidade são extremamente comuns e já foram responsáveis pelo roubo de milhões de doláres por todo o mundo. A maioria desses ataques afetou os usuários que tinham fundo nas corretoras. Se você detém sua chave privada armazenada em segurança e usou um bom método de geração da chave privada, a chance de ser roubado cai para praticamente zero. 


Para gerar uma chave de forma segura, escolha uma das carteiras sugeridas pelos desenvolvedores do Bitcoin, o Bitcoin Core. A lista é constantemente atualizada e revisada por quem sabe do assunto.


E lembre-se sempre de realizar o backup da sua chave privada. É recomendado que você tenha ao menos três backups diferentes. E se você escolheu deixar sua chave no computador, sempre deixe o arquivo criptografado.


Para saber mais sobre como manter seus Bitcoin em segurança, acesse o Wiki do Bitcoin.

Como comprar Bitcoin 👛


Comprar Bitcoin é um processo extremamente simples e se feito da forma correta, elimina em 100% os riscos de fraude. É possível adquirir cryptocurrency de duas maneiras:


  • Em uma corretora (exchange)

  • Com usuários em negociações P2P


As corretoras são empresas que intermediam usuários que querem comprar e usuários que querem vender Bitcoins. Já as negociações P2P ocorrem diretamente com os usuários que querem vender Bitcoins.


Para comprar, você precisa converter o Real (BRL) para a criptomoeda. É possível converter usando sites de conversão como Coinmill ou o Preev. Bastar digitar quanto você quer comprar em Real e converter automaticamente para BTC. 


Cada moeda terá um preço e um conversor diferente. Para converter Ethereum por exemplo, use o conversor da Livecoins.


Vale destacar que a Bitcoin pode ser comprada em frações. O Bitcoin é fracionado em até 8 casas decimais depois do zero. Sendo que a menor unidade (0.00000001) chama satoshi. Sendo assim, você pode comprar qualquer fração de bitcoin. 


Corretora 💱


Para comprar Bitcoin de uma corretora, basta entrar se cadastrar na plataforma, autenticar seus documentos, ativar uma fase de autenticação e realizar um depósito na conta da corretora. Para saber quanto comprar, você precisa converter Real (BRL) para BTC. E realizar o depósito baseado na sua conversão. 


Assim que o depósito ocorrer, você precisará colocar uma ordem de comprar e esperar pela sua execução, visto que a corretora não faz a compra automaticamente assim que o dinheiro cai. 


Atualmente o Brasil conta com dezenas de corretoras especializadas em Bitcoin e em outras criptomoedas. O Mercado Bitcoin e a FoxBit são atualmente as corretoras com o maior número de usuários e volume de negociação em território brasileiro. 


Lembre-se, porém, que as corretoras não te dão acesso à sua chave privada, então os fundos não estão realmente em sua posse. Após a aquisição dos Bitcoins na corretora, é aconselhável criar uma carteira e enviar os fundos comprados através de corretoras para seu novo endereço. 


P2P 🤝


Negociar com um peer em uma rede P2P envolve um pouco mais de cuidado: é preciso assegurar-se de que aquela pessoa é confiável e a transação, legítima. A compra, entretanto, é mais rápida, menos burocrática e mais anônima – ideal para quem quer agilidade e privacidade. 


O processo é basicamente o mesmo: você vai depositar o valor na conta do usuário que está lhe vendendo a criptomoeda e ele vai enviar os Bitcoins para sua carteira. 


Para comprar outra criptomoeda, como Ethereum, Ripple, EOS ou Nano, execute o mesmo procedimento com uma exchange ou um P2P que negocie com essas moedas. 


Onde comprar Bitcoin com segurança 🔒


Para comprar Bitcoin com segurança você precisa contratar um serviço que tenha boa referência no mercado de Bitcoin. 


Se você escolheu comprar de uma corretora, assegure-se de que é uma empresa que atue a bastante tempo no mercado, com uma boa base de clientes e fundadores conhecidos. 


Se você escolheu por um serviço P2P, tenha certeza que o vendedor é confiável, que você está negociando com um perfil real e que ele tem uma boa reputação. A melhor plataforma para negociar P2P e evitar cair em uma fraude é usando o localbitcoin.  


Além de mostrar a reputação do vendedor, o número de negociações já realizadas e a qualidade do serviço, a plataforma também realiza a custódia dos fundos ou seja, garante que a cryptocurrency já esteja disponível na plataforma.


Qual é a melhor corretora Bitcoin 🏆


Escolher uma exchange, ou corretora, é como escolher um banco. É preciso buscar pelo serviço que melhor se encaixe melhor com suas necessidades. 


Se você pretende fazer trade, por exemplo, precisa de uma corretora com grande volume de negociação e baixas taxas. Se pretende operar com algotrading, você precisa de uma corretora que contenha API para operações. E se pretende apenas adquirir Bitcoins e guardá-las, precisa de outra.


Alguns dos critérios para prestar atenção 🕵️


Volume 📊

A questão do volume das corretoras Brasileiras é um tema controverso e quanto mais estudo, melhor. O [artigo do estrategista da  Octabank é uma excelente forma de entender como analisar o volume das corretoras, evitando exchanges com volumes falsos de negociação. 


Taxas 🧾

Para analisar as taxas, vale a pena conferir a comparação entre as taxas das corretoras brasileiras realizada pelo portal Criptomoedas Fácil. Lá é possível conferir quais corretoras têm taxa de depósito, qual a taxa das ordens passivas (aquela que fica no livro de ordens) e das ordens ativas (ordens executadas instantaneamente), além da taxa de saque. 


Reclamações 🙅‍♀️

As reclamações do cliente podem ser facilmente encontradas no Google digitando o nome da empresa seguido de “reclamações”. Buscar pelo nome da exchange na lupa de grupos do Facebook também é boa forma de descobrir os problemas que outros usuários já tiveram com a corretora.