O que é criptomoeda? Entenda essa nova forma de transacionar




As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas que utilizam a criptografia e a tecnologia blockchain para garantir a segurança e a validade de suas transações e a emissão de novas moedas sem nenhuma autoridade central. Parece futurista ou complicado demais? Pois não é. Já é mais o que presente.


Índice 🔍

  • O que é uma criptomoeda

  • Criptomoedas: como funcionam

  • Como funciona o Bitcoin

  • O é uma carteira para criptomoedas

  • O que é um token 

  • O que é ICO

  • Criptomoedas: como comprar

  • Como escolher e investir em criptomoedas

  • Criptomoedas brasileiras

  • Como minerar criptomoedas

  • Como trabalhar com criptomoedas

  • Cursos e referências


O que é uma criptomoeda 🤑


As criptomoedas (ou altcoins) são moedas digitais transferidas e armazenadas em um sistema distribuído pelo mundo inteiro. As criptomoedas são utilizadas principalmente para compra e venda de serviços e produtos e para especulação no mercado financeiro. 


Entretanto, nem todas as criptomoedas são pensadas para funcionarem como as moedas fiduciárias. Existem criptomoedas desenvolvidas para resolver diferentes problemas nas indústrias, como supply chain, serviços financeiros e distribuição de energia, para citar apenas alguns casos. 


O lançamento das criptomoedas descentralizadas ocorreu em 2008, quando Satoshi Nakamoto lançou em uma lista de discussão sobre criptografia metzdowd a primeira criptomoeda, Bitcoin. 


Antes disso, no entanto, Wei Dai e Nick Szabo já haviam descrito um sistema eletrônico e anônimo de pagamento, o Cash B e o Bit Gold. Ou seja, a Bitcoin foi a primeira a fazer sucesso, mas há tempos a comunidade tentava criar algo parecido. 


Criptomoedas: como funciona ⚙️


As criptomoedas são produzidas e verificadas por uma rede de computadores distribuídos pelo mundo inteiro. Esses computadores emprestam seu processamento para a rede, garantindo a validade das transações. A integridade do registro das transações é assegurado pelos usuários que mantém uma cópia do encadeamento do histórico das transações, que é o próprio blockchain.


Nos sistemas bancários tradicionais, os bancos centrais são responsáveis pela emissão de novas moedas. No universo das criptomoedas, esse processo é substituído por um algoritmo que define previamente a emissão de novas moedas, dispensando completamente a necessidade de uma autoridade central. 


Existem criptomoedas que são constantemente mineradas, moedas pré-mineradas e criptomoedas que funcionam sem mineração. Porém, a maioria das criptomoedas são forks, ou bifurcações, da Bitcoin e diferem em poucos aspectos do protocolo original lançado por Satoshi Nakamoto. 


Quando ocorre um fork – uma bifurcação na rede, originando uma nova moeda e uma nova blockchain daquele momento em diante –, os detentores da moeda original recebem uma quantia proporcional aos fundos que eles tinham no momento do fork. Para receber esses fundos você precisa ter o controle de sua chave privada durante. Ou seja, se suas moedas estiverem na exchange, existe a chance de você nunca chegar a tê-las.


Uma boa forma de entender como os forks funcionam é explorando esse mapa. Com ele é possível observar qual tecnologia cada moeda usa e de qual moeda ela veio. Infelizmente o mapa não é atualizado há muito tempo, mas é uma boa forma de ilustrar como funciona a criação de criptomoedas. 


Como funciona o Bitcoin


Bitcoin não é apenas uma criptomoeda. Segundo Nakamoto, é também um sistema de pagamento ponto-a-ponto (P2P) que resolve o problema do duplo dispêndio (ou gasto duplo), permitindo o envio de pagamentos online diretamente de uma parte a outra, sem que a transação precise passar por uma instituição financeira para ser considerada válida. 


O duplo dispêndio é um problema computacional que ocorre quando um usuário consegue gastar as mesmas moedas digitais mais de uma vez. As transações com notas físicas não podem ser duplicadas, logo é impossível que uma pessoa gaste a mesma nota duas vezes. Os arquivos digitais, por outro lado, podem ser duplicados infinitamente. 


Para saber mais sobre o problema do duplo dispêndio, assista ao vídeo abaixo:


Apenas um sistema de transações que resolvesse esse problema seria confiável. E é a própria rede ponto-a-ponto – o blockchain – a solução proposta por Nakamoto. A rede da Bitcoin “carimba” as transações com a data e hora em que ocorreram e as encadeia dentro de blocos. Os blocos formam uma corrente contínua (daí o nome em inglês) de transações que não pode ser desfeita, garantindo a validade das transações. 


Antes de serem incluídas nos blocos, as transações são transmitida para todos os nós – qualquer pessoa que rode uma cópia desse blockchain em seu computador – como uma transação não verificada. 


Na prática, a rede receberá a informação de que um determinado endereço A quer enviar um determinado valor (x) para um endereço B. 


Os mineradores, que hoje são usuários com grande poder computacional, incluem as transações não verificadas em um novo bloco e tentam resolver um problema matemático para dar origem a esse novo bloco, que terá sua própria identidade, chamada de hash (o carimbo mencionado anteriormente). Esse problema é conhecido como "proof of work", ou prova de trabalho, e é o responsável pela veracidade de todas as transações incluídas nos blocos e encadeadas. 


Carteira para criptomoedas

E onde ficam essas criptomoedas? Em uma carteira – mas não é uma carteira qualquer. 


Uma carteira para criptomoedas é um aplicativo ou um programa responsável por manter sua chave privada em segurança. 


Após baixar uma carteira, você receberá uma chave privada exclusiva que pode ser composta por 12 palavras ou um conjunto de 34 caracteres com números e letras. Há também a chave pública, que será algo como 1Cdid9KFAaatwczBwBttQcwXYCpvK8h7FK (começando com 1 ou 3). 


A chave privada é como a senha do seu e-mail e a chave pública, seu endereço de e-mail. Da mesma forma que a senha dá acesso a todos os seus e-mails, a chave privada dá acesso a todos os seus fundos. Por isso, lembre-se de realizar um backup dessa chave: caso você a perca, não existe nenhuma forma de recuperar os fundos. 


Existem dois tipos de carteiras: as carteiras online (hot wallets) e as carteiras offline

(cold wallets). Carteiras online, como o nome sugere, estão conectadas à internet. E as carteiras offline são aquelas que não estão conectadas à nenhuma rede. 


As carteiras podem ser usadas em desktop, hardware, celular, web e papel e cada uma dela atende serve para atender às necessidades de um tipo de usuário. Conheceremos um pouco sobre cada uma delas a seguir.


Por fim, há carteiras que armazenam uma moeda e carteiras que armazenam dezenas, conhecidas como multi wallets. A Exodus, por exemplo, possui uma bela interface para quem tem mais um tipo de criptomoeda:


Desktop Wallet 👩‍💻

Ideais para quem faz muitas transações, as carteiras de desktop são programas desenvolvidos para diferentes sistemas operacionais e permitem que gere sua chave privada sem estar conectado à internet. Porém, sempre que você quiser realizar uma transação, o programa precisará de uma conexão com a internet. 


Uma das carteiras mais utilizadas e seguras é a Electrum. Para aprender como fazer a instalação, é só acessar o guia Electrum.


Mobile Wallet 🤳

Muitos dos programas para desktop apresentam uma variação para o celular, seja ele Android ou iOS. A Electrum é um deles. Essa carteira é ideal para comerciantes ou para pessoas que realizam muitas transações e compras.


As mobile wallet mais comuns são a Electrum, Coinomi e a Mycelium

Hardware Wallet 🛡️

Recomendada para guardar grandes quantias que não serão movimentadas com frequência.  Hardwares específicos são desenvolvidos para manter as chaves privadas dos usuários em segurança. As chaves privadas são armazenadas em uma área protegida do hardware e não podem ser transferidas para fora do dispositivo sem estarem criptografadas, além de serem imunes a dispositivos contaminados.


Os hardwares custam em média R$ 700 e podem ser adquiridos com revendedores oficiais no Brasil. As marcas mais famosas são Ledger Nano S, Trezor e KeepKey.

Paper Wallet 📝

Ideal para quem está começando e gostaria de fazer um investimento à longo prazo. A Carteira de papel (ou paper wallet) é o jeito mais barato de manter suas criptomoedas armazenadas fora da internet, o que significa que você estará seguro contra ataques cibernéticos ou falhas de hardware.  


No entanto, alguns procedimentos precisam ser usados para ter certeza que seu endereço foi gerado com segurança. Para realizar todo o processo com segurança, recomendo a leitura desse tópico inicial sobre paper wallets.


Web Wallet 🌐

Web wallets são sites que geram aos usuários chaves públicas e privadas sem enviar a informação ao servidor. Conheça a lista completa de web wallets recomendada pelos desenvolvedores do Bitcoin.


O que é um token 

Os conceitos de “moeda” e “token” são frequentemente utilizados como sinônimos. Mas eles se referem a dois conceitos diferentes, o que causa muita confusão entre iniciantes das criptomoedas. 


No contexto das criptomoedas, tokens são ativos digitais que podem ser utilizados para execução de diferentes funções. Eles funcionam como moeda, ativo e dão participação a uma empresa ou rede.


A principal função de um token é dar o direito ao detentor do token de participar e de beneficiar do futuro desenvolvimento de algo. Enquanto isso, as moedas só podem ser usadas para comprar e vender produtos e serviços ou serem trocadas por outras moedas. A diferença entre “moeda” e “token” reside, então, em suas funções. 


Token de segurança

Os tokens podem ser separados em basicamente dois tipos: os tokens utilitários e os tokens de segurança.


Os tokens de segurança são um contrato de investimento. Eles representam o compartilhamento de uma empresa e conferem ao seu detentor os direitos de propriedade (como parte de uma empresa, por exemplo). Os tokens de segurança podem ser pensados como uma ação ou um título que representa um patrimônio. Por isso, são submetidos à regulamentação.


Token de utilidade

Os tokens de utilidade representam o acesso à um produto ou ao serviço de uma empresa ou de uma rede. Ou seja, os tokens de utilidade têm uso prático. Deter um token de utilidade significa deter o direito às funções específicas de uma plataforma. 


Um exemplo ilustrativo de um token de utilidade é o Basic Attention Token (BAT), esse token vem integrado ao navegador Brave e permite aos usuário a interação com o navegador. Os tokens utilitários não são entendidos como investimentos e portanto não são regulados. 


Teste Howey

Alguns tokens definidos como utilitários são utilizados como investimento e vice e versa, causando certa dificuldade na definição dos tokens. Para determinar se o token é de segurança ou de utilidade, a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA executa o teste Howey. 


O teste determina se uma transação deve ser classificada como um contratos de investimento e submetida à legislação dos títulos e ações ou não. O teste observa basicamente quatro critérios:



O que é ICO

A oferta inicial de moedas, do inglês Initial Coin Offering (ICO) é uma forma não regulamentada e inovadora de captar recursos para o desenvolvimento de novas tecnologias ou de um empreendimento de criptomoedas. Um ICO também pode ser chamado de crowdsale.


A criptomoeda mais conhecida que começou seu desenvolvimento com uma ICO é o Ether. O Ether é a moeda da plataforma de blockchain Ethereum, uma das mais populares do mundo. Seu ICO arrecadou 18 milhões de dólares e proporcionou aos investidores um retorno de 750 vezes em três anos, tornando-se um dos investimentos mais rentáveis da história. 


A prática é utilizada por startups para contornar o rigoroso e burocrático processo de arrecadar dinheiro pela forma tradicional, a oferta pública inicial, do inglês Initial Public Offering (IPO). 


Para arrecadar fundos via IPO, uma empresa oferece suas ações em troca do dinheiro dos investidores. No caso do ICO, a empresa oferece uma moeda recém-criada ou um token com um preço subvalorizado em troca de investimento em Bitcoin ou outra criptomoeda já consolidada. Os investidores, motivados pela futura valorização dessa criptomoeda, investem no projeto, buscando lucrar com essa valorização.



Criptomoedas: como comprar


Existem duas maneiras de se comprar Bitcoin e outras criptomoedas: através do cadastro em uma exchange (corretora) ou comprando via P2P. As exchanges são plataformas que intermediam o contato entre usuários que querem vender e comprar Bitcoin. A compra P2P por outro lado, se dá diretamente entre esses usuários. 


Exchange

O primeiro passo é decidir qual moeda você quer adquirir. A partir do momento que você sabe qual criptomoeda quer comprar, cadastre-se na plataforma que oferece aquela moeda, valide sua conta, envie um depósito em moeda fiduciária ou Bitcoin e coloque uma ordem de compra. Quando a ordem for executada, você poderá transacionar com as moedas. 


As exchanges com o maior número de criptomoedas são: Binance, Poloniex e Bittrex. Como essas exchanges só aceitam o depósito em euro ou dólar, você precisa depositar os fundos em bitcoin para poder comprar outra criptomoeda. No Brasil, há o Mercado Bitcoin e a Foxbit.


P2P

Para comprar com um P2P, basta procurar usuários com referência no local bitcoin ou em listas de outras comunidades e grupos no Facebook. Cheque se o perfil negociado é real e o mesmo que consta nas listas de referência. Se tiver dúvidas, peça pela referência da pessoa. 


As vantagens de comprar com um P2P incluem: compra instantânea, agilidade no processo e maior anonimato. Mas não esqueça: é sempre importante conhecer as referências dos compradores e vendedores antes de fechar negócio, pois você não terá nenhuma forma de recuperar seus fundos caso alguém te dê um golpe. 


Como comprar criptomoedas no Brasil

Para comprar criptomoedas no Brasil basta escolher a exchange que melhor atende seu interesse. É preciso passar por um processo que incluir fazer seu cadastro, autenticar seus documentos e ativar alguma forma de autenticação para em seguida poder colocar uma ordem de compra e começar a negociar. Será algo muito parecido com isso:


No caso P2P, basta enviar o endereço de sua carteira, realizar o depósito e aguardar os fundos serem depositados em sua conta. Uma boa forma de acompanhar a transações é usando o explorador de blocos blockchain.info.


Separamos uma lista de onde comprar criptomoedas no Brasil e quais criptomoedas essas exchanges oferecem.  


  • Mercado Bitcoin: negocia Bitcoin, Bitcoin Cash e Litecoin. 

  • FoxBit: negocia apenas Bitcoin. 

  • Walltime: negocia apenas Bitcoin 

  • Brazilliex: negocia Bitcoin, Ethereum, Bitcoin Cash, Ripple, Litecoin, Binance e várias outras. 


Como transformar criptomoeda em dinheiro


Para transformar a criptomoeda em dinheiro é só realizar o processo inverso da compra. Se você estiver negociando fora do Brasil, será preciso requisitar uma retirada (withdraw) em criptomoeda para uma exchange nacional. Mas não se preocupe: o processo é extremamente fácil. 


É só preencher a quantidade a ser retirada e o endereço de depósito (fornecido pela exchange nacional) e confirmar a retirada. Com Bitcoins na conta da exchange nacional, coloque uma ordem de venda, espere ela ser concretizada e solicite um saque, desta vez para sua conta no banco.


Como escolher criptomoedas para investir?

Investir em criptomoedas pode ser uma forma de conseguir lucrar em pouco tempo. Mas justamente por atrair muito dinheiro, o ecossistema das criptomoedas também está cheio de fraudes, especulação e projetos abandonados. 


Isso significa que investir em um bom projetos demanda tempo e estudo: não é sábio fazê-lo de repente ou só porque alguém te disse que é uma boa ideia. Em campos altamente especulativos como esse, estudar seu funcionamento e suas tendências nunca é demais.


Além de observar a  tecnologia, aplicação e inovação, existem outros critérios a serem observados na hora de escolher em qual criptomoeda investir:

  • Qual problema a criptomoeda busca solucionar

  • Qualificação dos desenvolvedores

  •  Política de Segurança

  •  Número de exchanges negociando